
Proponho aqui o amadurecimento de uma idéia que tive outro dia no trânsito: a fiscalização social. Esta possibilidade está amparada em três alicerces que considero verdades irrefutáveis:
1) O Estado nunca conseguirá estar em todos os lugares ao mesmo tempo;
2) Cidadãos regulares não se sentem responsáveis pela ordem coletiva;
3) O ser humano precisa de motivação para agir em benefício social.
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A idéia da fiscalização social poderia ser utilizada primeiramente na fiscalização das leis trânsito, na verdade no flagra ao desrespeito dessas. Funcionaria através da premiação financeira, percentual da multa aplicada, ao cidadão delator que tiver provas cabais do acometimento da falta por outrem. Ou seja, ao verificar uma situação em desacordo o cidadão teria um canal para envio de provas (fotos, vídeos, depoimentos, etc...) que comprovariam por A + B que houve desrespeito as leis coletivas de trânsito por um infrator "descuidado". Após a verificação, notificação, autuação, julgamento e cobrança da multa, o delator (seria chamado Cidadão Consciente) receberia 15 ou 20% do valor total cobrado, gerando assim mais uma tríplice cadeia benéfica:
1)Ganha o Estado com maior arrecadação por infrações sem precisar aumentar seu contigente de fiscalizadores;
2)Ganha o senso coletivo de conhecimento, respeito e cobrança das legislação vigente;
3)Ganham os cidadãos que andam na linha e estão de saco-cheio de presenciar crimes sendo cometidos todos os dias sem a devida punição.
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Fotos como a acima seriam analisadas e, caso comprovadas suas autenticidades, serviriam de prova para incriminar o cidadão transgressor e premiar o cidadão consciente. Os resultados seriam sentidos no ato e a educação coletiva teria um catalisador interessantísimo num país como o nosso carente de sensibilidade social.