segunda-feira, 13 de maio de 2013

Direito de resposta - Hospital Florianópolis


Quando recebi o convite para assumir o cargo de Chefe de Gabinete da Secretaria de Estado da Saúde sabia que teria enormes desafios pela frente, mesmo assim não me deixei abater pelo medo do fracasso e assumi esta responsabilidade acreditando na minha capacidade e na possibilidade de colaborar com a melhoria da saúde catarinense.
Entre outros projetos recebi a missão de finalizar a obra de reforma da Emergência Geral do Hospital Governador Celso Ramos (tarefa assumida em julho de 2011 e finalizada em outubro do mesmo ano) e também de articular as ações para a finalização das obras de reforma do Hospital Florianópolis, no bairro estreito, também em Florianópolis (missão que venho desenvolvendo desde o fim da reforma da emergência do Hospital Governador Celso Ramos).
De lá para cá passaram-se exatos 1 ano, 7 meses e 14 dias, neste período além da definição de reuniões semanais com a recém-formatada Comissão de Acompanhamento das Obras do Hospital Florianópolis, formada por uma equipe multidisciplinar envolvendo engenheiros, arquitetos, profissionais de saúde e gestores, também definimos que todos os meses realizaríamos uma visita mensal às obras com a presença da comunidade do continente e também dos demais interessados no andamento das obras (sindicatos, servidores, lideranças de saúde, etc...). Nunca, em nenhum momento, neste período barramos o acesso as obras de qualquer cidadão que desejasse verificar in loco essa verdadeira transformação.
Portanto me cabe, como ex-chefe de Gabinete da Secretaria de Estado da Saúde e atual encarregado geral das obras de reforma do Hospital Florianópolis, rebater de forma pública o texto publicado pelo Sr. Cláusio Vitorino, diretor de imprensa do Sindsaúde/SC, sobre o andamento destas obras e também sobre o futuro desse importante aparelho de saúde pública.
Abaixo publico, na íntegra o texto em questão e o contraponto deste que vos escreve.   




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Publicado em Sábado, 11 Maio 2013 18:22

Por Cláusio Pedro Vitorino.
Assim como o Cavalo de Tróia trouxe a destruição para a Grécia, o Hospital Florianópolis (e sua provável gestão por OS) se apresenta como uma ameaça ao SUS em Santa Catarina. Na última sexta-feira 10 de maio aconteceu a tradicional visita às obras para constatar seus avanços ou retrocessos.
E ai? Como está o andamento da obra?
Não sei! Ninguém sabe. Só sei que em protesto à birra do governo de entregar o Hospital com todo seu capital a empresários inescrupulosos; nós do Sindsaúde, Sindprevs e lideranças comunitárias locais boicotamos a visita (seres humanos não pactuam com Organizações Sociais ou coisas como: desviar dinheiro público, fechar ala de queimados em Hospital Infantil, defender interesses puramente eleitorais, pensar só em dinheiro em detrimento da vida... Isso não é coisa de ser humano!).
O que se sabe sobre a obra é o que sai nos telejornais, afinal eles só dão voz ao governo. Para os jornais, não importam os fatos, mas tão somente a versão do governo. Reforço aqui que fiz vários contatos com jornalistas e chefes de redação para falarem sobre “a verdade por trás do HF”, mas a mídia não quer saber disso.
Lamentável também que umas poucas lideranças comunitárias tenham se debandado para o lado do governo, com o apoio às Organizações Sociais. Por que será? Será que sempre fizeram jogo duplo, na esperança de receber benesses do governo? Acham que terão privilégios no caso de entrega para uma OS? Nada disso, vocês vão amargar a privatização como todos nós!
Mas nem tudo está perdido! ENQUANTO HOUVER UM SOLDADO NA TRINCHEIRA, ESSA GUERRA NÃO ESTÁ GANHA PARA O GOVERNO!
Aviso: A guerra não acabou. O governo ainda não venceu.
FORA ORGANIZAÇÕES SOCIAIS EM SANTA CATARINA!
*Cláusio Vitorino é  diretor de Imprensa SindSaúde/SC, defensor do SUS, cidadão pagador de impostos e radicalmente contrário a roubo de dinheiro público!

Direito de Resposta
Caro Cláusio,
Me entristece muito ler o presente texto, principalmente no que diz respeito ao andamento das obras de reforma do Hospital Florianópolis e com vossa posição de boicotar este importante momento de prestação de contas do Estado de Santa Catarina, através da sua Secretaria de Estado da Saúde, para com a comunidade do continente e com os demais interessados na reabertura do Hospital Florianópolis. 
Não pretendo entrar no mérito sobre a posição do Sindsaúde acerca da decisão do Governo Estadual de repassar a gestão do Hospital Florianópolis para uma Organização Social, não me cabe esse papel, apesar de manifestar publicamente minha opinião favorável a este modelo.
Sobre o andamento das obras posso lhe afirmar sem medo de errar que, sobre meu encargo, temos sido o mais transparentes possível, inclusive quando realizamos uma reunião de trabalho das obras com a presença de membros da comunidade e do Sindsaúde. Você estava lá e participou dessa reunião, assim como vinha marcando presença nas visitas até a presente decisão de boicotar essa possibilidade de acompanhamento público de uma obra de vosso interesse, este é um dos deveres dos cidadãos e mais ainda de membros do sindicato que defende os interesses dos servidores da saúde que trabalharão naquele nosocômio.
À título de refrescar vossa memória e trazer luz a vossa última publicação sobre este assunto, publico abaixo, na íntegra, o texto que fora publicado por Vossa Senhoria no dia 03/09/2012 no site do Sindsaúde de Santa Catarina sobre o andamento das obras, destacando a transparência nesse processo (http://www.sindsaudesc.com.br/index.php/noticias/557-hospital-florianopolis-reta-final.html):

Hospital Florianópolis: Reta final?

Categoria: + Notícias
Publicado em Segunda, 03 Setembro 2012 11:29

Na última sexta-feira, 31 de agosto, a direção do SindSaúde juntamente com lideranças do entorno do HF, Fernando Luz da SES e outros, estiveram no Hospital Florianópolis na visita mensal acordada entre as partes. Constatou-se significativo avanço na execução das obras e pode-se arriscar a dizer: obras bem feitas. Finalmente depois de muito embate com a secretaria de saúde e alguns episódios espúrios por parte de uns poucos encarregados pela obra, podemos talvez vislumbrar um desfecho bastante favorável para esta instituição.
Cabe salientar que o projeto é ambicioso, podendo transformar uma construção antiga e desatualizada, num verdadeiro centro de excelência em tratamento de saúde. Nesse aspecto, podemos dizer que a SES finalmente está acertando – embora com muito atraso - no quesito “reforma”. Cabe também salientar que tanto a direção local como o representante da SES, Fernando Luz, têm sido bastante acessíveis quanto às explicações sobre a execução dos trabalhos.
Dessa forma entendemos que todos os servidores cedidos em caráter temporário tenham motivos suficientes para pedir o retorno para esta unidade. Lembramos: da forma como se está encaminhando, o HF tem todos os quesitos para tornar-se um centro de excelência em saúde.
Mas salientamos que não podemos perder de vista o combate incessante às Organizações Sociais. Mais um motivo para que todos os servidores cedidos com TERMO DE CEDÊNCIA TEMPORÁRIA peçam retorno para o HF; afinal o referido documento garante juridicamente o direito deste retorno. Faça valer seu direito, conte com o Sindsaúde e o Sindprevs. Volte para o Hospital Florianópolis e exija que seja 100% público.

Onde o servidor público se faz presente OS não entra!
Organizações Sociais aqui não!
  O SUS é nosso ninguém tira da gente; direito garantido não se compra e não se vende!

Texto escrito por:
Cláusio Pedro Vitorino
Direção Sindsaúde

Ademais a boa negociação se dá numa mesa onde não são palavras de ordem que definem o futuro das decisões e sim a boa contra-argumentação o que, sinceramente, não tenho percebido em seus textos contrários ao modelo de gestão através de Organizações Sociais e, agora também, em relação ao andamento das obras de reforma. Guerra, soldados, privatização, entreguismo, roubo, talvez se elevasses o nível da discussão terias um acesso mais facilitado aos órgãos de comunicação que pretendes atingir.

Aproveito para deixar o convite para a próxima visita as obras do Hospital Florianópolis pré-agendada para o dia 31 deste mês, perceberás que estamos avançando bastante no intuito de entregar um hospital funcional, moderno e seguro para usuários, servidores e gestores que por lá passarão.

Atenciosamente,
Fernando Wisintainer Luz
Encarregado Geral das obras de reforma do Hospital Florianópolis

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Ótimo exemplo!



Mais um grande exemplo de parceria público-privada na área da saúde! 


Um hospital da periferia de Salvador recebeu um prêmio internacional pelo bom exemplo da cooperação entre estado e empresas privadas. 
Cada qual no seu lugar, o Estado fiscaliza, o ente privado executa.



Importante: 100% SUS. Atendimento gratuito, resolutivo e de qualidade!

Perceba a declaração que realmente interessa, a da população atendida. Note a declaração da diretora do hospital, "aqui há manutenção permanente, sem barreiras, portanto de forma resolutiva". 

Pense bem, a quem interessa o modelo de gestão vigente na maioria dos hospitais estaduais catarinenses? Atualmente percebemos baixa produtividade, sindicalismo crescente e um custo-benefício pífio. Onde não existe meritocracia e o resultado global não afeta o resultado individual, dificilmente haverá comprometimento.

Sejamos francos, diretos e justos. Se continuarmos fazendo tudo da mesma forma que sempre fizemos como poderemos obter um resultado diferente?

Um choque de gestão na área da saúde é urgente, mas precisa do apoio daqueles que realmente desejam a mudança e de coragem daqueles que carregam em suas canetas o peso da confiança dos catarinenses. 
Conselhos classistas, sindicatos e, alguns, servidores públicos não apoiarão a mudança. Analise e o histórico, alguma vez eles estiveram, realmente, do seu lado?
O lobby contrário a transformação é enorme, onde persiste a crise, perdura o ganho de alguns. 

Santa Catarina, estado empreendedor, auto-sustentável, não pode ficar para trás.


http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-nacional/v/hosital-de-salvador-e-premiado-como-bom-exemplo-de-parceria-publico-privada/2525278/

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Verbos - o ciclo do homem


A grande árvore me manteve vivo, me fez sombra, me deu encosto. Sou grato a ela.
...
Chegou a minha vez de jogar a semente na terra e fazer brotar uma nova árvore, com novos frutos, uma bela sombra e que sirva de encosto para outros. É o ciclo, é a vida e a missão.
...
Talvez no futuro a árvore que faço nascer agora possa servir para que eu arme um bela rede e que nela descanse profundamente. 
...
Até lá muito trabalho para que a futura árvore não morra de sede. Ela precisa de muita atenção.  
...
Talvez uma compilação de textos se torne um livro. 
E o filho?

terça-feira, 16 de abril de 2013

Ponto de vista

"Um homem com uma ideia nova é um chato. Até que ela seja bem-sucedida." 
Mark Twain

A vida de uma bala

Talvez a abertura de filme mais incrível de todos os tempos...
Trecho inicial, apelidado de "A vida de uma bala", da obra-prima "Lord of War" do diretor Andrew Niccol que inicia com o seguinte texto declamado pelo traficante de armas Yuri Orlov:

"Há mais de 550 milhões de armas de fogo em circulação no mundo. 
É uma arma para cada doze pessoas no planeta. 

A única questão é: Como armamos as outras onze?"


Fantástico!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Desapegando

Vivemos bons momentos não é mesmo?
Sempre me senti confortável contigo
Confesso que após breves períodos longe de ti já sentia a tua falta

Meus familiares também te adoram
e não poderia ser diferente
Talvez as maiores felicidades da minha vida foram presenciadas por você

Me visse rir, chorar, beijar
Perdoasse minha falta de respeito contigo
Perdoasse meu interesse por outros aconchegos em silêncio

De tanto que te queria bem, te dominei
Foi um breve período, mas não esquecerei jamais
Você me marcou de uma forma ímpar, depois de você conheci um outro eu

Hoje revirei algumas memórias
Te encontrei em muitas delas, nas melhores
As lágrimas caíram enquanto um sorriso decorava o meu rosto

Foi sempre assim, amor e gratidão
Sempre te amarei, mas uma paixão nunca me deixou ser completamente teu
Ela me envolveu

Nem sempre me recebesse de portas abertas
Algumas vezes me deixasse de fora, não permitias que eu me fizesse à vontade
Entendia, mesmo contrariado, afinal a culpa sempre era minha

Fui o último a te deixar, deves valorizar isso
Nosso laço não será desfeito, estarás com outros, mas lembrarás de mim
Do meu barulho, do meu caminhar

Guardarás meus segredos
Alguns, te confesso, nem lembro mais, sei porém que nunca os esquecerás
Porque eu passo e tu ficarás

Malas prontas devo partir logo
Não vou olhar para trás, quero olhar para o futuro
E no futuro próximo, me desculpe, não estarás

Talvez um dia eu volte, quem sabe
Os caminhos ainda me levarão a você
As lembranças passam por você

Vou, sem medo, sem angústia, de peito aberto
Fecho essa porta, esse ciclo, abro outro
Espero ser feliz, como sempre fui contigo

Obrigado!
...
Campeche aí vou eu!



Dama de Ouro


“Entrei no governo com um objetivo: transformar uma sociedade dependente em autoconfiante, uma nação dê-para-mim em faça-você-mesmo.” 
Margareth Thatcher 1925-2013