O pleito presidencial do ano que vem está teoricamente decidido: Dilma versus PSDB.O favorito para personificar a salvação do país é o, já derrotado em 2002 e atual governador de São Paulo, José Serra. Serra fez muito pela saúde pública, mas em seus discursos percebe-se um tom de continuismo da política de inchaço da máquina estatal de Lula. Aécio Neves, o outro possível candidato tucano, traz a experiência de choque de gestão no governo de Minas Gerais, navega em altos índices de popularidade e carrega consigo o desejo de interromper o quanto antes o legado populista do atual governo.
As projeções já realizadas demonstram que a dobradinha Serra-Aécio, ou Aécio-Serra, seria quase imbatível, o problema é que nenhum dos dois aceita essa possibilidade. Será Aécio ou Serra. Como decidir?
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Se existe algo a ser copiado da política americana é a realização das prévias partidárias, uma espécie de aquecimento que, ao contrário do que muitos dizem, tende a incrementar as propostas do partido e fortalecer o candidato vencedor. Sugiro que o PSDB decida o candidato através de uma prévia, voto Aécio, mas apóio Serra caso a maioria assim decida. O que importa é deixar o "achismo" de lado e realizar debates entre ambos, só assim podemos diminuir o risco de ter o PT por mais quatro (quiçá oito) anos no poder. As movimentações do lado de lá já começaram e as salas de cinema comprovam isso.
2 comentários:
Posso estar errado, mas as últimas notícias que li dão conta que Aécio já aceitou entrar como vice e que a chapa seria então Serra-Aécio.
Sobre a imbatibilidade da dupla, tenho minhas dúvidas. A guerrilheira está em campanha há alguns meses, e a aprovação do governo Lula em quase 80%.
Pode acontecer de Marina Silva e Ciro Gomes tirarem o governo do PSDB, dividindo os votos da agora oposição.
Veremos!!
Numa reunião com líderes tucanos em Maceió dia 16 Aécio confirmou que não aceita sair como vice: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,aecio-defende-previas-no-psdb-para-escolha-do-presidenciavel,467330,0.htm
Mas política é como bumbum de bebê, nunca se sabe ao certo o que sairá de lá. O importante é que a escolha seja democrática e que haja debate. Mesmo com a máquina ao seu lado Dilma é fraca, nem o mito do operário salva essa.
Otimismo amigo, otimismo.
Abraço
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