Na atual conjuntura tecnológica o que é ser culto? Ler bastante ou saber filtrar de forma adequada o máximo de informações bombardeadas pelos inúmeros meios de comunicações atuais?
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Antigamente poucos tinham acesso à informação, nossos ancestrais na busca por conhecimento debruçavam-se sobre livros e, também pela limitada produção daqueles períodos, muitas vezes reliam o mesmo material. Tornavam-se assim profundos conhecedores sobre um determinado assunto, os especialistas do acessível. A leitura e a produção de conhecimento bibliográfico fizeram o mundo conhecer gênios como Einstein, mas fico pensando às vezes como seria multiplicado o potencial deste físico nos tempos atuais, com as ferramentas e possibilidades de 2010.
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Atualmente, no mundo multimidíatico, recebemos informações das mais diversas fontes, sobre os mais diversos assuntos, influenciadas por vertentes ideológicas distintas e com uma grande diferença: apoio visual e sonoro. Humanos são diferentes, assim como as suas formas de assimilação de conhecimento, torna-se então fácil perceber que o avanço dos meios de comunicação popularizou o conhecimento, com todos os seus ônus e bônus. A democratização do papel de emissor foi também, ao meu ver, um enorme avanço, o avanço da oportunidade de exposição das idéias e da multiplicação de opiniões. Cabe lembrar que quantidade não é qualidade, por isso o papel do receptor é agora ainda mais importante: filtragem.
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O mercado dá sinais sobre o que as pessoas têm lido e é assustador saber que quatro dos dez livros mais vendidos no último ano ao redor do mundo são de auto-ajuda.
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De uma hora para a outra a pergunta costumaz "quantos livros você leu esse ano?" não me parece mais tão adequada para medir o nível cultural de um indivíduo.
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