O que falta para os organizadores do circuito mundial de surf transferirem a etapa brasileira para o arquipelágo de Fernando de Noronha? Rio, Floripa, Imbituba e o litoral paulista já se demonstraram inconstantes em abrigar esse evento. Noronha, além do visual alucinante, é de longe o pico mais privilegiado do nosso litoral na época certa do ano...
Todo ano a etapa brasileira se destaca pelas ondas sofríveis e pelo baixo nível do campeonato. Sei dos benefícios financeiros de ser sede de uma etapa desta, mas pelo bem do esporte e para poder realmente se valer do slogan 'DreamTour' nada melhor que dar essa missão a quem realmente merece.
Tá na cara que mesmo nas nossas famosas merrecas, nossos representantes, como todo bom brasileiro, amarelam na hora h e entregam de bandeja o caneco para os gringos. Na verdade a etapa brasileira do WQS (segunda divisão do circuito mundial) que possuí maior número de vencedores brasileiros é Noronha. Nada melhor que utilizar a estatística ao nosso favor se o objetivo é facilitar para os nossos surfistas.
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Outro ponto a favor da mudança é a notável queda de interesse da nossa população para com esta competição e também com o esporte. O surf hoje não é nem sombra da mania deflagrada a três, quatro anos atrás. Hoje Kelly Slater janta na Praia do Rosa sem ser incomodado e não é difícil ver a Praia da Vila vazia em dias de baterias no meio da semana. Realmente lamentável. Culpa da superexposição do esporte e também da não rotatividade do evento.
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Nos outros países-sede o critério para escolha da praia ou das praias que irão abrigar o evento é a constância e a qualidade das ondas, aqui a disputa é nos bastidores: qual governo irá bancar com maior vigor os custos de sediar uma etapa do WCT. Sinceramente hoje não considero mais uma estratégia válida. Toquemos, então, a barca para Noronha!
...Santa Catarina é, e sempre será, o Estado brasileiro do surf mas não é no canetaço que iremos comprovar isso para o resto do país.
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