Fiquei realmente triste de ver, ao vivo, os estragos das últimas ressacas com avanço do mar na Praia da Armação no Sul da Ilha. Casas destruídas, mar sujo e pessoas ainda tentando entender o que ocorrera. Aconteceu o que já era previsto: o avanço, natural, do espaço ocupado pela água do mar naquele balneário....
Fotos históricas já alertavam para o que seria inevitável, mais cedo ou mais tarde uma área da Armação seria tomada pelas águas, o que me surpreendeu foi a velocidade do avanço, mas não a sua intensidade.
Pensava como visitante daquela praia: "como pode uma casa ser construída neste local?". Era realmente uma vergonha o que ocorria por lá, uma verdadeira bomba-relógio. Realidade esta que podia também ser verificada na Praia da Barra da Lagoa e no Campeche, o motivo era o mesmo: construções irregulares sobre área de restinga.
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Especialistas garantem que o movimento este ano foi atípico, mas que existe grande chance de retorno das águas para uma linha menos avançada, a tendência, porém, é de encurtamento da faixa de areia nestas praias, o que, por meios naturais, será irreversível. Cabe lembrar que praias como Canasvieiras e Ingleses, no Norte da Ilha, são alvos lógicos de um novo avanço. Ações preventivas devem ser tomadas o quanto antes para que imagens como a acima não sejam tratadas como surpresa, punição divina ou provas práticas do aquecimento global.
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