Colombo quebrou o paradigma de eleições acirradas em Santa Catarina e levou no primeiro turno com surpreendente facilidade. Paulo Bauer espantou a zebra petista Vignatti e carimbou sua vaga para o Senado junto com o grande vitorioso dessa eleição, Luiz Henrique da Silveira, ex-governador do Estado....
Acachapante. Esta é a palavra que define o passeio da Tríplice (também conhecida como Poli) Aliança nas Eleições 2010 em Santa Catarina: elegeu o governador, dois senadores, dez dos dezesseis deputados federais e vinte e seis dos quarenta deputados estaduais. Resultado que claramente confirma a confiança da população catarinense no trabalho iniciado em 2003. Mesmo sem o apoio declarado do atual governador, Leonel Pavan, a eleição dos candidatos da aliança encabeçada por Colombo passou um recado claro ao governo federal: Santa Catarina exige mais atenção.
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O Sul do Brasil mais uma vez demonstrou incompatibilidade de pensamento com o resto da nação ao ter a maioria de votos para o candidato antagônico ao líder do pleito nacional neste primeiro turno, 6.866.214 votos para Serra contra 6.721.068 para a candidata petista. O Rio Grande do Sul destoou dos demais ao eleger Tarso Genro do PT governador e possuir sua maioria de votos para Dilma, mesmo assim a soma total da região deu vantagem ao tucano, que ganha sobrevida na corrida presidencial e pode colocar ainda mais água no chopp do Partido dos Trabalhadores. A conferir nos próximos capítulos.
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No nosso Estado quem mais sorriu foi o senador eleito Luiz Henrique da Silveira. Fomentador da Tríplice Aliança ele confiou no trabalho executado nos últimos oito anos, dissipou divergências internas e externas e lavou a égua garantindo continuidade ao governo direitista liderado por Democratas, PMDB e PSDB. Luiz Henrique segue agora para Brasília com a sensação de dever cumprido, elegendo seu sucessor de confiança e seus aliados para os cargos políticos catarinenses de maior destaque. Caberá ao PT e ao PP continuarem nas sombras, buscando ao longo dos próximos quatro anos reinventar suas estratégias e reciclar suas idéias. Ângela perde sua segunda eleição para o governo do Estado, provavelmente acompanhará seu marido recém-eleito deputado federal em Brasília e, contando com o estigma brasileiro, tentará a Prefeitura de Florianópolis em 2012. Já Ideli buscará uma 'boquinha' num possível governo Dilma, se recuperando do tapa de humildade tomado neste pleito.
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Raimundo Colombo começa bem ao afirmar que fará escolhas técnicas para as pastas de seu governo e foca suas energias para a campanha de Serra no segundo turno. Se colocar em prática metade das propostas que apresentou em campanha tem tudo para se tornar o melhor governante que Santa Catarina já possuiu.
8 comentários:
Blá blá blá pós eleitoral..
Merece os parabéns a tríplice pela costura política realizada e ter alcançado números verdadeiramente impressionantes. Prova de que transformar o estado em "cabide" traz resultados nas urnas, sim!
No mais, escolhas técnicas?? Tá bom!!
De qualquer forma, a eleiçao desse ano prova 3 coisas:
- O estilo Amin de fazer política está mais defasado do que nunca: sem alianças nao se vai a lugar nenhum;
- O PT demorará algumas eleiçoes pra eleger alguém no estado;
- LHS é um mestre da política de bastidores.
Aos que garantiram sua boquinha, parabéns!
Caro Bruno,
Sei que deves estar chateado com os resultados regionais do último domingo, mas caracterizar um trabalho muito bem avaliado pela população estadual com a velha alcunha do "cabide de empregos" parece-me cegueira proposital. Escolhas técnicas já ocorreram no atual governo e, baseado nas palavras do futuro governador, ocorrerão no próximo também, meu caso é uma prova viva dessa política. O PP é, infelizmente, um partido em extinção, possuí no entanto duas opções: incorpora-se ao PT ou alia-se a direita. Sabemos de dificuldade de entendimento com o PMDB, por essa razão excluí a opção ficar em cima do muro. Concordo também com a análise em relação ao futuro do PT em nosso estado e vejo com muitos bons olhos esse panorama, acredito que não existe espaço para a forma de governar petista em Santa Catarina, conceituada unidade federativa com raízes democráticas e valores meritocráticos.
LHS é um político hábil sim, mas não um politiqueiro. Entrega o Estado de Santa Catarina melhor que recebeu quando são analisados critérios técnicos (PIB, arrecadação, desemprego, mortalidade infantil, alfabetização, etc...) ou percepção popular, o resultado das urnas no último pleito não me deixa mentir e corrobora o que escrevo.
Um grande abraço
Caro Walter,
1. Nao pertenço a partido político, nao dependo de boquinha, nao faço campanha, logo nao estou chateado com o resultado. Tinha uma preferência, mas nada que me deixe chateado.
2. Sobre a minha cegueira proposital, talvez esse cidadao te ajude a ver melhor:
http://www.youtube.com/watch?v=-gw01fExlFI&feature=player_embedded
Enxergou?
Dignissímo Cromiché,
Colombo, sendo o ser humano sensato que é, já reviu sua posição sobre as SDR's. O custo divulgado na peça disponibilizada no youtube é irreal, já os benefícios desta forma de gestão podem ser analisadas através dos relatos dos habitantes das regiões anteriormente esquecidas. Muito fácil para nós, privilegiados historicamente por abrigar o Centro Administrativo Estadual, ver com maus olhos a descentralização. Este é um modelo que serve também para cidades, como já pode ser verificado em São Paulo, fazendo com o que o governo esteja mais próximo de TODAS as regiões através de seus secretários regionais.
Quanto as tua defesa em relação a 'chateação eleitoral' farei vista grossa, ambos sabemos, porém, que alguns caminhos políticos influem de forma direta em vosso círculo de amizades.
Não tenha receio de assumir vossa ideologia meu caro amigo, isso faz parte da democracia.
Um grande abraço
Caro Walter,
1. Confundir oportunismo politiqueiro com sensatez humana é definitivamente um sintoma grave de cegueira proposital.
2. Imagino que minha credibilidade perante tua pessoa esteja em baixa, mas volto a destacar que o resultado da eleiçao nao tira um segundo do meu sono, nem perco sequer um fio de cabelo. Cada um escolhe um candidato, claro que torço para o meu ganhar, mas como te disse honestamente, nao pertenço a partido político, nao dependo de boquinha, nao faço campanha, logo nao estou chateado com o resultado.
3. Agradeço e até concordo com tua posiçao sobre a defesa de ideologia política. Porém atualmente falar em ideologia no cenário político brasileiro soa como ironia, pelo menos para mim. Pessoalmente, nao assumo pois nao existe nenhum partido que me represente politicamente. Quando houver, certamente o defenderei. Se te sentes representado, fico feliz pelo teu encontro. Ou preocupado...
Caro Bruno,
Achei que o debate já era findo, de toda forma respondo mais uma vez vosso comentário.
Respeito vossa opção pela "omissão", também faz parte da democracia, também não questionarei mais sua crença na falta de caráter dos políticos da atualidade, mas volto a afirmar que a mudança se faz de dentro para fora e não o contrário.
Teus comentários sobre 'boquinhas' é repetitivo, já tinha entendido teu ponto de vista da primeira vez.
Ter preconceito é um dos pontos comuns em todos os seres humanos, a segunda vista esta aí para que, aqueles mais evoluidos, percebam como estavam errado ao lançar o primeiro olhar negativamente. Somos um estado crítico, você realmente acredita que Colombo seria eleito em primeiro turno se a política da descentralização não tivesse dado certo?
De qualquer forma a opinião é sagrada, agradeço vossa participação e exposição de seus pensamentos.
Um grandecíssimo abraço,
Cazarolas
Walter,
A divergência de opinioes, mais do que sagrada, é necessária para a vida em comunidade. Apenas faço constar que de forma alguma o comentário sobre a "boquinha" foi pejorativo ou dirigido a ti. De jeito nenhum, meu amigo. Apenas foi um comentário sobre a minha atual situaçao, da mesma forma que enfatizo que nao faço campanha, nem sou filiado a partido político. Nao penses mal de mim, porque nao foi minha intençao cornetear. Peço desculpas se assim fiz entender.
Apenas para mantermos a didática, respondo tua pergunta: acredito que a política de descentralizaçao acaba por alcançar um universo maior, mas nao necessariamente de forma mais efetiva. Ao estruturar o governo de forma a distribuir cargos e subsecretarias, as lideranças regionais alavancam a candidatura, o que se reflete nos votos, mas o resultado prático pouco é notado. Infelizmente a sociedade brasileira - nesse caso a catarinense - nao goza de maturidade suficiente para avaliar e escolher seu governante baseado em critérios objetivos e de forma ideológica, muito por culpa dos próprios políticos. No caso concreto, a eleiçao do Colombo deve-se em 90% a capacidade de articulaçao política de LHS. Fica registrada a minha opiniao!
Abraçao!
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