quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Imprensa Marrom

Primeiramente quero deixar bem claro o meu respeito a liberdade de imprensa e a minha revolta contra a censura de qualquer forma de opinião. Sou um defensor do direito de expressão individual ou coletiva e da autonomia aos meios de comunicação, deixando a cargo dos indivíduos a opção pela busca de fontes diversas para construir seu pensamento e alicerçar suas próprias ideologias.
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De qualquer forma utilizo este espaço para deixar registrada minha indignação frente a atitude irresponsável, anti-ética e oportunista do repórter Sérgio Guimarães da Rede Brasil Sul de Comunicação (RBS) na última terça-feira ao invadir, sem autorização prévia, o Hospital Regional de São José para, também sem a devida autorização, captar imagens de pacientes, funcionários e acompanhantes através do uso de câmera escondida.
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Como Gerente Administrativo daquele hospital garanto que nenhum meio de comunicação foi impedido em nenhum momento de realizar imagens dentro da instituição e de ouvir os gestores daquela unidade hospitalar em qualquer das oportunidades que estas eram autorizadas devidamente pela Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina.
O referido repórter, além de se fazer passar por acompanhante de paciente internado, invadiu área restrita da Emergência Geral do hospital e também o quinto andar da instituição, como se gabava pelo feito na matéria, "sem ser importunado por qualquer servidor".
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Nunca considerei a RBS a mais ética das empresas, aliás já manifestei minha opinião sobre a forma como a empresa trabalha com 'transparência', mas acredito que o quarto poder catarinense extrapola a liberdade de jornalismo como se estivesse acima do bem e do mal, colecionando assim inimigos e desafetos. Uma amostra dessa imagem desgastada com a população pode ser percebida no caso do "suposto estupro" cometido pelo filho de um diretor da instituição, a população catarinense comprou a briga da vítima e a Internet se tornou o campo no qual a pedra finalmente virou vidraça.
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Não eximo a responsabilidade do hospital de apurar a denúncia realizada pela acompanhante do paciente internado, porém qualquer criança sabe que para uma investigação ter sucesso um dos fatores primordiais é o sigilo das informações.
A acusação veiculada rompeu esse sigilo com palavras, valores atrelados, suposto descaso e indicação do executor do furto numa divulgação irresponsável, passível de processo por danos de imagem.
Com o falso pretexto de colaborar com a dor da cidadã em apuros, o explorado jornalista de plantão viu a oportunidade de alpinismo profissional passar em frente aos seus olhos, largou a ética (difundida no curso superior o qual deve ter cursado) e abraçou o lado B do jornalismo, o da imprensa marrom.
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Nosso dia-a-dia no hospital não será alterado, continuaremos a salvar vidas diariamente contribuindo, mesmo com todas as nossas dificuldades, para a qualidade de vida do povo catarinense.
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E a RBS, o que tem feito por você?
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