Quando o Brasil, após a conquista da estabilidade econômico-financeira advinda da implantação do Plano Real, começou a tornar-se um país viável, uma das maiores demonstrações cotidianas do crescimento do poder aquisitivo das camadas mais pobres da sociedade era a quantidade de novas motocicletas que podíamos ver circulando nas nossas ruas e avenidas. Hoje, porém, com um número ainda maior de motocicletas em trânsito, os acidentes envolvendo este meio de transporte também possuem números cada vez mais expressivos. Há ainda um agravante para casos de acidentados envolvendo motocicletas: o alto índice de invalidez permanente. Além dos gastos com saúde, seguro (DPVAT) e previdência, existe ainda um custo social muito alto, pois mais de 90% dos novos inválidos por decorrência de acidentes de trânsito estão inseridos nas faixas etárias mais produtivas (18 à 44 anos). Veja abaixo alguns dados sobre acidentes de trânsito no Brasil de acordo com dados da Previdência Federal:
Ano Ocorrências de invalidez permanente (em milhares)
2005 31.121
2006 45.635
2007 80.333
2008 89.474
2009 118.021
2010 151.558
Do total de casos registrados nos nove primeiros meses de 2011 (Por tipo de veículo)
Carros 37.784
Ônibus 3.096
Caminhões 5.824
Motos 118.888
Por idade
0 à 7 anos 1.833
8 à 17 anos 7.224
18 à 24 anos 41.046
25 à 34 anos 46.887
35 à 44 anos 32.073
45 à 64 anos 29.789
mais de 65 anos 6.731
....
Aparentemente os impostos arrecadados com a venda exponencial de motocicletas país afora não parece mais ser um negócio tão rentável para o Governo.
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