quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Einstein X Deus



Confesso que nunca estudei a fundo a história de Albert Einstein, apenas sabia que, além de alemão, era considerado um dos maiores gênios da história da humanidade e que era o pai da teoria da relatividade (e=mc2). Também a ele era atribuída uma das frases que mais recebia em resposta quando manifestava minha falta de opção religiosa, diziam que Einstein, um dos baluartes da ciência, uma vez disse: "quanto mais conheço o universo, mais acredito na existência de um ser superior".  Hoje, após a divulgação de carta escrita a mão por Einstein que deixa claro seu entendimento, naquele período da sua vida, sobre a religião, a existência de um ser superior e sobre o judaísmo, torna-se ainda mais difícil entender qual o conceito deste gênio sobre o tema.
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Esta carta, datada de 1954 e endereçada ao filósofo Eric Gutkind, traz uma visão pessoal e informal de Einstein sobre este delicado assunto. O cientista desconsidera as práticas religiosas, mesmo a religião judaica, do povo ao qual pertencia, não foi poupada: "A religião judaica, como todas as outras religiões, é uma encarnação das superstições mais infantis". Num tom ácido ainda diz que os judeus não possuem nenhuma diferença dos outros povos, sendo que a única razão de estarem protegidos dos piores cânceres da humanidade é porque "lhes faltaria poder".
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Sobre Deus os comentários mais contundentes, como: "a palavra Deus é para mim nada mais do que expressão e produto da fraqueza humana". A Bíblia é definida como "uma coleção de lendas honoráveis, ainda que primitivas". A confirmação da autenticidade deste documento derruba todas as afirmações, principalmente católicas, de que Einstein defendia a existência de um ser superior.
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Como todo gênio Einstein possuía suas contradições, tanto que atribui-se a ele um embate, ainda quando criança, com um professor no qual, através de explicações ligadas a física, derrubava os argumentos do mestre que buscava comprovar que Deus era mal. Verdade ou não é possível que o menino Albert tenha, através do estudo prolongado, revisto seus conceitos ao longo da vida e alterado sua visão sobre o tema. Talvez ainda, no leito de sua morte, o cientista tenha vivido uma experiência que derrubou as impressões inscritas na carta enviada a Gutkind nos longíquos anos cinquenta. Quem saberá?
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A verdade é que no fim das contas o que vale é a sua impressão individual sobre a vida e sobre a fé. A liberdade de escolha de sua vertente ideológica é um dos princípios de qualquer sociedade livre, assim como o respeito a visão contrária. Para aqueles de defendem a religiosidade os ouvidos estarão voltados para o pequeno Albert que um dia desafiou seu professor, para os ateus a leitura desta carta trará mais um pouco de certeza que o seu pensamento bate com uma das mentes mais brilhantes da história humana. Existe um Albert Einstein para cada tipo de pensamento, depende de você qual prefere enxergar.   

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