Quando dentro de um carro e protegido pela película negra que impossibilita sua identificação o jovem tímido se sente forte, vivo, respeitado e desafiador. Ali ele é aparentemente intocável. Acelera como poucos, desrespeita a velocidade sugerida e demonstra na prática o seu cartel de movimentos de direção ofensiva. Ao chegar em casa ele, já despido de sua carapuça metálica, retorna a sua vida real e percebe que as suas demonstrações de coragem estavam ligadas apenas ao anonimato momentâneo. Suspira e por alguns momentos volta a pensar em suicídio.
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As crianças riam sem parar e não conseguiam disfarçar a satisfação de mais uma vez obterem sucesso em seus já diários trotes para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. O enredo da pegadinha mudava constantemente, mas via de regra envolvia o uso de um telefone público, assim dificilmente seriam flagradas no ato da ligação.
Longe dali uma senhora cai durante o banho. É socorrida por um familiar que, ao perceber a gravidade da situação, saca o telefone celular e disca 190. Sem sucesso. As linhas congestionadas impedem o chamado. Horas depois a senhora é declarada morta, vitíma de um derrame que poderia ter sido evitado caso o atendimento não fosse tardio.
As crianças, já em casa, dormem o sono dos inocentes, acreditam cegamente que as suas brincadeiras nunca afetarão de forma decisiva a vida dos demais, mas, caso afetem, sabem que sairão ilesas protegidas pelo anonimato.
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Era um funcionário medíocre as vistas dos companheiros, suas contribuições a companhia eram restritas as tarefas diárias e nada mais. Pouco falava e quando questionado respondia monossilabicamente, quase sempre de acordo com a maioria dominante.
Entretanto, secretamente, enviava de forma compulsiva sugestões pela caixa da ouvidoria para os comandantes da empresa. Com a ficha na mão desempenhava uma função importante, vislumbrava soluções para os problemas da coorporação de forma genial, antevia oportunidades fantásticas de negócios e sugeria mudanças que agradavam tanto as chefias como os colaboradores. Os gerentes faziam reuniões periódicas e discutiam por horas as idéias por ele enviadas, porém não sabiam a quem pertenciam, tudo porque o sujeito assinava suas sugestões sempre com um pseudônimo: Dr. Leandro.
Certo dia sugeriu, através de seu pseudônimo, um corte imediato de pessoal na organização. Provou de forma embasada que aquela era a única saída para a empresa manter-se viva no mercado. Aguardou um momento de solidão e depositou sua proposta na caixa da ouvidoria. Dias depois teve uma enorme surpresa ao se deparar com uma carta remetida pela direção, leu copiosamente a notícia que seria demitido. Motivo: corte de pessoal.
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Em breve divulgarei aqui o nome completo, a página no Orkut e o email pessoal do Dr. Leandro, que de Doutor não é chamado nem pelo flanelinha mais tosco.
2 comentários:
Em nenhum momento critiquei tua pessoa, até por que nem te conheço, garoto. Tu estás exalando um perfuminho de menino irritado porque-mamãe-não comprou-doce.
Essa do desempenho da empresa e a incompetência do funcionário foi demais! Querias dar uma resposta aos meus comentários, é isso? Poderias simplesmente ter escrito: "Dr. Leandro, vai à merda, seu bocó da costeira!", mas não, preferisse esboçar neste teu textículo o perfil de alguém medíocre, só para levantar a bola e depois chutar fácinhoo pro gol.
Achas mesmo que teus leitores não vão perceber que perdesses a linha e partisse para ataques pessoais? Vais simular pro público que me "desmascarasse" e que sou um fracasso como ser humano? Achas que as pessoas não vão entender que ficar divulgando meu nome e demais dados pessoais é uma forma de me intimidar?
Só sei de uma coisa: não sou obrigado a concordar com o que tu escreves. Se tens a "pró-atividade" de criar um blog, tens que tê-la para aceitar as críticas também.
Falas de mim, mas quem está se escondendo, roendo as unhas de raiva é você! Cresça e apareça, garoto. Tens muito chão pra caminhar ainda.E pimba na gorducinha!
olá. Me indicaram esse blog. Lendo esse post, acho que o tal doutor leandro tem alguma razão... mas as coisas que o Fernando disse também são verdadeiras,. Sei lá...
vc trabalha nno Hospital Celso Ramos, Fernando?
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