terça-feira, 8 de julho de 2008

Os Invisíveis

Realizam seu trabalho em silêncio e movimentam-se de forma calculada. Um passo para frente e dois para trás. Dia após dia o fracasso os consome.

Sonham com uma vida bem melhor, mas sabem que na maratona do sucesso profissional já largaram com quilômetros de desvantagem. Faltou estudo e dessa forma as barreiras demonstraram-se impenetráveis. Alguns observaram o surgimento de oportunidades, mas as viram despedir-se de forma tão rápida quanto o tempo levado para a sua incompetência para agarrá-las tornar-se visível.
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Muito pior que ser questionado é não ser notado.

2 comentários:

Anônimo disse...

Grande Fernando W. Luz!
Encontrei o seu e-mail e estou conhecendo o seu blog agora. Desculpe não comentar antes; atribulações do cotidiano, vc entende. (cof! cof! cof!) Vou ler aos poucos e tentar participar. Mas, até lá... Meus parabéns! Bela iniciativa a sua. Não conhecia este seu lado de "cronista".
Quanto à este último post, uma pequena provocação: vc acha que o mundo viveria sem estes profissionais invisíveis? Imagine se todo mundo fosse ambicioso e preocupado com suas "posição social" durante a "longa jornada"? Vale lembrar que em países como Índia (cadê o tecnofóbico?) o povo, em geral, tem um conceito do que seja uma vida bem vivida e plena completamente diferente da nossa visão ocidental. É por aí...

Um abraço meu chapa
Sucesso!

Carlos Alberto

Fernando Wisintainer Luz disse...

Meu caro Carlos Alberto de Oliveira (ou devo chamá-lo de Doutor?),

Concordo com os teus argumentos mas tenho minhas ressalvas. Logicamente, desculpe-me se não deixei claro naquele relato, me referia a nossa sociedade ocidental onde, aí você terá que concordar comigo, a situação narrada cabe como uma luva.
Agradeço sua participação, que sempre será bem-vinda, ainda mais quando você não se esconde sob a sombra de um falso diplomado em Medicina. Enterremos aqui o Dr. Leandro e que ele descanse em paz.
Te tenho como um mentor intelectual e amigo para todas as horas, mas, assim como o falecido profissional médico certa vez escreveu, tens muito chão pra caminhar ainda. E pimba na gorduchinha.

Te desejo muito sucesso também meu chapa e quiçá uma dose de humildade.

Abraços,
Fernando