quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

E o Mercosul?


O nosso conhecido Mercado Comum do Sul nunca vingou, desde 1991 em vigor essa associação de países sul-americanos parece estar fadada a obsolescência e deverá ser engolida facilmente pela ALCA (Associação Latino-Americana para o Livre Comércio) em uma ou duas décadas.
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Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina são considerados os estados partes (fundadores da associação), mas o bloco ainda conta com o apoio(?) de Chile, Bolívia, Equador, Colômbia, Peru e do vizinho mais que intrometido Venezuela.
Além dos motivos considerados como lógicos e críticos para o fracasso como as instabilidades políticas e financeiras dos membros parece-me que esta balcão de negociação está mais para amplificador de discórdias industriais e ódios históricos. A moeda única é uma utopia e o passaporte comum atualmente não representa muita vantagem para nenhum dos países envolvidos.
Uruguai e Argentina estapeiam-se há alguns anos como pobres brigando por farelos de pão e a tensão entre nossos vizinhos devido a problemas ligados a instalação de indústrias papeleiras parece aumentar a cada minuto. Parecem duas crianças: "o que a Argentina quer não serve para mim" e vice-versa. Quase todos os participantes deste bloco econômico são administrados por governantes populistas, mas Venezuela, Equador, Bolívia e Paraguai possuem governantes quase ditatoriais, imersos numa roda de ego, busca por poder e falta de competência fenomenais.
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O maior medo dos defensores do Mercosul é que ele seja engolido...e o será, pois inevitalmente nosso bloquinho virará um blocão em algum tempo. O que deveríamos estar fazendo é nos organizando para poder ganhar maior poder de barganha nas discussões futuras deste blocão e não brigando entre nós por migalhas, utilizando assim nossos encontros para discussões mais válidas que ataques a países externos. A idéia no papel era muito boa, mas....
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Estamos engatinhando na cultura da unificação comercial, antes de estabelecermos pontes entre nossas fronteiras devemos criar estradas confiáveis internamente para que essa travessia não se torne um pesadelo coletivo.

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