terça-feira, 1 de dezembro de 2009

As Viúvas do Amin


Tive o imenso prazer de ter o eterno candidato Esperidião Amin como professor na Universidade Federal de Santa Catarina, professor prático, com exemplos realistas e bastante experiência para repassar. Amin foi um dos únicos professores que tive que souberam mesclar a teoria com a prática de forma não cansativa. Tenho um enorme apreço pelo professor, personagem político e também pelo indivíduo Esperidião, o homem que conheçe a todos pelo nome. Com certeza um dos catarinenses mais brilhantes do último século.
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Nas aulas percebia-se que ao mesmo tempo que ensinava Amin aprendia, ele mesmo dizia que o retorno à academia era uma tentativa de auto-reciclagem, as urnas em 2006 tinham ensinado a ele uma lição e em 2007 seu grande objetivo era conectar-se com novas idéias, por isso prestava atenção aos comentários de todos os alunos tentando tirar daquelas impressões algo de ajudasse a modernizar as suas próprias. Era muito motivador ver aquele personagem histórico buscar um recomeço.
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A verdade é que, como Amin mesmo dizia, o processo deve ser contínuo e, infelizmente, as eleições de 2008 impediram essa lógica. Amin tomou mais uma lição das urnas e pode ter sepultado de vez sua carreira política com mais um derrota, dessa vez para Dário Berger na sua cidade do coração. Apanhar dentro do próprio terreno acaba com a moral de qualquer um. Idéias ultrapassadas, conchavos infelizes e o sistema de transporte implantado pela última gestão progressista minaram suas chances de êxito. As viúvas do Amin que me perdoem, mas aconselho o ilustre político a parar por aqui, vencer a síndrome do "não desisto nunca" e atuar nos bastidores onde pode ser mais útil. A ironia é tão grande que o próprio Amin, que já fora maior que a própria legenda, hoje é questionado dentro dela, seus partidários sugerem que a 'Amin-dependência' pode ter amaldiçoado o PP, deixando o partido sem fortes lideranças e destinado a viver nas sombras, sempre compondo coligações longe dos holofotes principais.
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2010 trará novas possibilidades, Ângela deverá compor chapa com Ideli Salvatti (quem diria) e rumores cada vez mais fortes dão como certa a candidatura de Esperidião ao Senado. Para o bem do Estado e motivado pelo ideal de renovação digo que esta possibilidade seria um enorme retrocesso. Novamente as viúvas do Amin irão contestar minha sugestão, mas deixo a elas a seguinte pergunta: Qual a motivação de Amin? Provavelmente a Tríplice Aliança vencerá as eleições para o Estado, e aí como vai ficar a briga de egos com representação cruzada no Senado Federal? Ou alguém realmente acha que Amin vai colaborar com o governo catarinense se a sua mulher não estiver no bloco dos vencedores? É por causa dessa política antiga, que Amin ainda pratica, que não vejo mais futuro para ele, mesmo que seu passado seja repleto de glórias e conquistas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Concordo com tudo. Acho que o ciclo se acabou. Não tem mais condições de se eleger, nem de governar. Não tem mais apoio, nem dentro do partido, a sua casa.

Não sabia dessa história da Ângela sair com a Ideli. WTF??? Sem comentários. Apenas espero que não seja verdade.

Um abraço.