segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O Fiasco de Copenhague

Tsc, tsc, tsc... Um verdadeiro fiasco. O encontro dos maiores líderes do mundo na capital dinamarquesa que visava a elaboração de metas para a diminuição da emissão de CO2 na atmosfera, começou moribundo e morreu antes do fim. A falta de avanços claros para o objetivo traçado enfraqueceu, e muito, a onda dos eco-chatos sem argumento.
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Números e mais números foram apresentados, impactos catastróficos alardeados e nada, sabem porque? Porque todo líder mundial de respeito, não é o nosso caso, tem sua equipe de cientistas de apoio e, de forma alguma, dará o braço a torcer para meia dúzia de cientistas de segunda e criará condições malditas baseadas em números, no minímo, suspeitos. Todos vão, aparecem, falam e esquivam-se com extremo talento da assinatura de contratos mundiais que sabem de antemão que não conseguirão cumprir. No fim das contas este encontro não foi nada mais que um teatro muito caro, só o "Molusco" levou a sério e todos riram denovo dele.
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Para aqueles que foram levados pela onda do caos ecológico e "o fim está próximo" sugiro a leitura das páginas amarelas de Veja desta semana, a entrevista com o cientista político dinamarquês Bjorn Lomborg é elucidadora. Ele deixa bem claro o que parece lógico para alguns e muito difícil de entender para os outros: os céticos não são críticos da ciência que comprova o aquecimento e sim das políticas esdruxúlas de combate a ele. Lomborg bate forte na tecla de que a mudança ocorerrá ao natural, mas que pode ser apressada se os recursos destinados para este fim sejam direcionados para o desenvolvimento de tecnologias eco-sustentáveis ao invés de utilizados na tentativa de mudança da natureza humana, ou seja, melhor desenvolver bons motores movidos à O2 do que catequizar americanos a comprarem carroças híbridas.
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Outro ponto importante mencionado pelo entrevistado foi em relação ao marketing verde. Toda empresa que se preze hoje busca um diferencial competitivo, a redução do consumo de energia nas fábricas é, primeiramente, uma ação para menter-se viva e depois um gerador de pontos para o Ecomarketing. Al Gore é o mestre nessa estratégia que trazida para nosso país tem seu grande representante no dono da Natura, Luiz Seabra. Aqueles comerciais dos índios na Amazônia quase me enganam, quase....
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O exemplo da Holanda (país que possuí 60% da sua população vivendo abaixo do nível do mar) foi brilhante para combater o argumento da elevação dos níveis dos oceanos, no caso deste país a tecnologia venceu, mais uma vez, o catastrofismo. O principal aeroporto de Amsterdã, por exemplo, fica três metros abaixo do nível do mar e ninguém em sã consciência vai a Holanda com medo de ficar debaixo d'água. Dados comprovados (estes são mesmo) confirmam que nos últimos 150 anos o nível do mar subiu impressionantes 30 centímetros, uma régua escolar. Questionando pessoas que viveram esse "cataclisma" sobre a influência dessa elevação em suas vidas este ponto pareceu irrelevante, sabem porque? Porque as pessoas correm do perigo. Ao perceberem a água batendo nas portas elas são geniais: se mudam para a casa do outro lado da rua.
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A maior falácia dos "filhos do caos" é tentar fazer com que as pessoas acreditem que no mês que vem suas casas de praia serão tomadas pela maré. Alguns ainda compram esta idéia.
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E você, de que lado está?

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