Confesso que me surpreendi com a austeridade econômica mantida pela equipe do governo petista durante os primeiros anos do governo Lula, os mesmos preceitos utilizados pelo governo tucano, que o antecedeu, foram conservados: políticas de combate a inflação e crescimento com passos não maiores que o tamanho da própria perna. De qualquer forma sempre pensava comigo: "uma hora esse pessoal vai acabar fazendo alguma m...". E não é que esse momento parece ter chegado?...
O atual momento do país é de cautela absoluta, os gargalos principais do país começam a se tornar mais claros que nunca, infra-estrutura deficiente e falta de mão de obra qualificada. A falsa imagem de crescimento chinês que quer ser passada pelo governo é uma armadilha que nos levará de volta para um lugar que parecia que nunca mais visitaríamos: o covil do Dragão da Inflação.
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A inflação cresce quando algum dos fatores que constroem a formação do preço de um bem não acompanha a demanda do mercado e é exatamente isso que está, não tão silenciosamente, ocorrendo agora. O boom do mercado imobiliário, por exemplo, criou um absurdo inflacionário pela falta de mão de obra para tocar esse crescimento da demanda que fora potencializada pela oferta exagerada de crédito no mercado. A matemática inflacionária neste caso funciona da seguinte forma: mão de obra escassa+custo repassado para o consumidor= inflação. Aeroportos que não dão conta do recado e estradas deficientes darão um pouco mais de força a este movimento que pode tragar todo o árduo trabalho realizado a partir de 1994 com políticas de ajustes fiscais duras, mas necessárias.
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Políticas de isenção fiscal e de disponibilidade de crédito facilitado, se não acompanhadas por investimentos maciços em infra-estrutura e capacitação de mão-de-obra, devolverão o país ao cotidiano inflacionário em prol da popularidade do presidente e da eleição de sua sucessora.
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