Um dos principais desafios para um gestor público é motivar a sua equipe, formada quase que totalmente por funcionários públicos.
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Costumo dizer que, para quem ainda pensa que o Socialismo é uma saída viável, uma checada numa repartição pública padrão seria um tapa na cara. A estabilidade, a falta de controle produtivo e a desmotivação reinam em órgãos nos quais os gestores estão parados no tempo. A inflexibilidade de punir ou gratificar periodicamente faz com que as únicas ferramentas para motivar sua equipe sejam a força de vontade e habilidade de fazer os outros sonharem o mesmo sonho que você. Numa repartição pública isso merece um Nobel, como fazer que um indivíduo que não exerce um cargo de confiança se sinta motivado a trabalhar mais pela mesma remuneração no fim do mês?
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Acredito que a força de vontade (ou ser chato mesmo) tende a perder força em médio prazo, para quem pensa a longo prazo o ideal é criar objetivos e inserir as pessoas nessa conquista, que passa a não ser só sua, mas de todo o corpo, com ajuda substancial desta ou daquela peça.
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Uma grande arma é sempre que possível elogiar um bom trabalho e, nesse momento, sugerir algumas melhorias. Quando a coisa vai de mal a pior não adianta reclamar, as pessoas tendem a desenvolver surdez momentânea quando sugestões são realizadas em momentos de repreensão. Aquele olhar de "dane-se, meu salário está garantido no fim do mês" nos faz pensar que pessoas vivas já estão mortas há muito tempo.
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O bacana é criar bons exemplos, elogiar em público é bom, repreender em público ruim. Uma maçã boa se exaltada com parcimônia tem o poder de criar um ambiente competitivo para o bem, cria-se a partir daí um norte para o resto da equipe. Da mesma forma não gratificar boas ações pode desvirtuar os valores e tornar o modelo a ser seguido pela equipe do colega relapso, que só faz o que é pedido (ou nem isso) sem compromisso com qualidade e preocupação com a imagem da instituição.
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Na minha ainda pequena, mas significativa, experiência com as administrações pública e privada, percebo que nos momentos nas quais elas se tornam mais próximas, uma carta de demissão aparece para colocar as coisas nos devidos lugares. Como na administração pública uma exoneração é quase impossível, o desafio é muito maior. Reciclar ideais, valores e perspectivas futuras não é trabalho para qualquer um.
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Me dói reconhecer mas o blá,blá,blá teórico da Administração de Recursos Humanos que dizia que a motivação humana através do fator financeiro tinha eficiência curta faz sentido. Hoje em dia todos querem participar da vitória, talvez até sonhar o mesmo sonho...
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