terça-feira, 21 de setembro de 2010

Zelo e posse

Tão diferentes.
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Ouvi uma história hoje que ilustra bem como o que é público é de todos, mas não de cada um.
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Certa vez um diretor de uma organização pública se deparou com uma cena incomum, agachada próxima a um canteiro uma cidadã cavava com estocadas violentas um canteiro que adornava o prédio onde funcionava este órgão visando a retirada de uma das margaridas que lá cresciam.
Ao perceber o objetivo da visitante o diretor logo interviu:

- Posso saber o que a senhora está fazendo aí?
- Colhendo esta margarida. - respondeu a mulher.
- Bom isso eu percebi, mas o que fará com ela?
- Plantarei no meu jardim. -retrucou veloz a dama.
- Olha a senhora não pode fazer isso, pertence a nossa empresa, adorna esse jardim público.
- Sim eu sei que é público, por isso estou carregando a minha pequena parte para casa.
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Esta história fala da margarida, mas poderia descrever outras situações semelhantes que ocorrem diariamente. Nossa população tem enorme dificuldade de entender o conceito de público e uma dificuldade maior ainda de distinguir zelo de posse. Para aquela senhora a margarida foi comprada com seu dinheiro, portanto também é sua, o que dá direito de quando bem entender tomar posse dela. Na verdade o conceito público está mais ligado a acesso e quando materializado passa a estar referenciado a zelo, ou seja, ao invés de zelar pelo cuidado com a distinta flor a, talvez desavisada visitante, achou por bem levá-la para casa.
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E você, tem levado suas margaridas para casa?

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