sexta-feira, 27 de julho de 2012

Carentes, mas não humildes

Predicados diferentes, talvez normalmente relacionados, mas muito longe de serem sinônimos.
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Já conheci, convivi com e me relacionei com pessoas reconhecidamente carentes. Por definição conceitual aquele que tem carência, necessitado. Me refiro aqui aqueles com carência financeira, cujos ganhos mensais dificilmente cumprem o papel de atender as necessidades minímas de um ser humano digno (moradia, saúde, alimentação, lazer, etc...). Carentes ou pobres são aqueles que por falta de oportunidades na vida ou por incapacidade de almejar vôos profissionais mais ousados, acabam servindo a comunidade de forma marginal, em préstimos de baixa especialidade. Todos os cidadãos que se encontram nessa faixa são carentes, mas será que também são humildes?
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Não. Aliás muitas pessoas carentes não tem uma gota de humildade em seu balde servido de soberba. Incrível não? Mas sim, ocorre a sua volta diariamente e o faz pensar por alguns momentos que todos merecem o destino que tem pela personalidade que imprimem através de seus atos. Reconheço em apenas algumas palavras proferidas um carente, não humilde. Este tipo, não tão raro assim de ser humano, sempre tenta colocar a culpa pela sua desgraça em terceiros, quando pode utiliza da sua situação para justificar atos que a justiça dificilmente aprovaria e tem como maior desejo de consumo uma sorte grande para, sem o esforço necessário, obter conforto e finalmente alcançar o patamar social que sempre gargalhou mas que nunca foi capaz, por suas próprias forças, de obter.
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O contrário também pode acontecer. Milionários, humildes e, ainda por cima, beneficentes. Não só dividem o seu sucesso com terceiros,  mas se utilizam da sua situação para criar formas de transformar a sociedade que lhes rodeiam mais felizes e, dificilmente, acreditam que uma jogada de sorte lhes trarão felicidade plena. Eles acreditam em esforço, em foco e por essa razão sabem que suas vidas somente serão planamente felizes se os seres humanos a sua volta também puderem atingir seus patamares de condição humana. Raros? Com certeza. Inexistentes? Não. 
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Admiro pessoas humildes, tenham elas os bolsos cheios ou vazios de dinheiro. Minha admiração está ligada a atitudes e nunca será encontrada à venda.

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