(http://www.fecomercio.com.br/blog/2012/01/30/carga-tributaria-nao-garante-qualidade-de-vida/)
Criadas em berço de ouro, nutridas por ambientes econômicos favoráveis as economias nórdicas são sempre colocadas em pauta nos discursos dos defensores de maior intervenção estatal nas economias nacionais, o modelo de bem estar-social, com alta tributação e grande paternalismo estatal, o welfare state, seria então inquestionável.
Porém as últimas notícias não são tão boas assim e colocam em xeque essa "verdade inquestionável".
Porém as últimas notícias não são tão boas assim e colocam em xeque essa "verdade inquestionável".
Segundo matéria de O Globo de ontem o modelo vem dando grandes sinais de desgaste na Finlândia, movimento que exigiria reformas urgentes e a adoção de um plano de austeridade que visa cortar até 3 bilhões de Euros do orçamento governamental, o PIB da Finlândia, em descompasso com a média europeia que sinaliza recuperação, fechou 2013 com queda de 1,4%, nos últimos vinte anos, período no qual foram intensificadas a adoção e ampliação de políticas paternalistas (assim como a contrapartida tributária), a economia finlandesa demonstrou perda de competitividade, a Nokia, empresa cuja operação chegou a representar sozinha mais de 4% do PIB do país está perdendo espaço e as indústrias naval e metalúrgica passam por grandes dificuldades.
Apesar de fortalecerem o discurso dos bons resultados como educação de qualidade, baixo nível de corrupção e formação de capital humano destacado, os países que adotaram o welfare state terão que rever seu modelo buscando dinamizar a competitividade das suas empresas e o peso tributário das suas políticas públicas para manutenção do atual nível de qualidade de vida oferecido aos seus contribuintes, sob risco de suecos, noruegueses, dinamarqueses e, principalmente finlandeses, não continuarem sendo utilizados como exemplos de sucesso da adoção de modelos com alta intervenção estatal por defensores de estratégia semelhante em países um tanto quanto distantes geograficamente (também de história e riqueza econômica) da região da Fino-Escandinávia europeia.

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