Em relação ao ocorrido na UFSC ontem, mais do
que os comentários raivosos de ambos os lados, me chocou a
superficialidade do debate em níveis epidérmicos, os pontos,
contrapontos, justificativas, berros e xingamentos são direcionados às consequências e não as reais causas dos problemas naquele episódio expostos.
Está muito claro que a atual forma de lidar com a dependência em drogas da população e seus produtos (acidentes e violência) é um fracasso por parte das diversas instâncias governamentais no Brasil. Hoje há um poder paralelo sendo fomentado, a excitação pelo proibido atrai cada vez mais jovens para o consumo dos entorpecentes e a pergunta emitida pelos filhos para seus pais "e porque bebida alcoólica pode?" nos deixa todos em situação constrangedora. Sugiro, a quem ainda não teve oportunidade, assistir ao documentário Quebrando o Tabu que disponibilizo neste espaço. Serve para reflexão sobre formas alternativas, quiçá mais inteligentes, de lidar com essa causa que nos traz muitas consequências.
A UFSC historicamente é uma ilha dentro da Ilha, ilha cosmopolita (pelo mosaico de culturas que ali interagem devido a migração de alunos dos mais diversos cantos do país e do mundo), ilha esquerdista (pela prevalência desta ideologia entre seus professores e gestores encravados numa sociedade predominantemente conservadora) e ilha liberta (devido a, questionável, liberdade de pensamento, expressão e não intervenção policial dentro do seu território - denominada autonomia universitária), mas assim como numa visão de um oásis, estas características idolatradas e defendidas a ferro e fogo por alguns, por vezes podem gerar conflitos quando os seus limites são ultrapassados, os defensores veem seu oásis se transformar em miragem e os "invasores" não conseguem compreender/enxergar a linha que deixaram para trás.
...
"O Delegado está errado", "a Reitora está errada", sinceramente? Errados estamos todos nós jogando para debaixo do tapete as grandes questões desse país por pura covardia de encarar de frente os nossos reais problemas.
Está muito claro que a atual forma de lidar com a dependência em drogas da população e seus produtos (acidentes e violência) é um fracasso por parte das diversas instâncias governamentais no Brasil. Hoje há um poder paralelo sendo fomentado, a excitação pelo proibido atrai cada vez mais jovens para o consumo dos entorpecentes e a pergunta emitida pelos filhos para seus pais "e porque bebida alcoólica pode?" nos deixa todos em situação constrangedora. Sugiro, a quem ainda não teve oportunidade, assistir ao documentário Quebrando o Tabu que disponibilizo neste espaço. Serve para reflexão sobre formas alternativas, quiçá mais inteligentes, de lidar com essa causa que nos traz muitas consequências.
A UFSC historicamente é uma ilha dentro da Ilha, ilha cosmopolita (pelo mosaico de culturas que ali interagem devido a migração de alunos dos mais diversos cantos do país e do mundo), ilha esquerdista (pela prevalência desta ideologia entre seus professores e gestores encravados numa sociedade predominantemente conservadora) e ilha liberta (devido a, questionável, liberdade de pensamento, expressão e não intervenção policial dentro do seu território - denominada autonomia universitária), mas assim como numa visão de um oásis, estas características idolatradas e defendidas a ferro e fogo por alguns, por vezes podem gerar conflitos quando os seus limites são ultrapassados, os defensores veem seu oásis se transformar em miragem e os "invasores" não conseguem compreender/enxergar a linha que deixaram para trás.
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"O Delegado está errado", "a Reitora está errada", sinceramente? Errados estamos todos nós jogando para debaixo do tapete as grandes questões desse país por pura covardia de encarar de frente os nossos reais problemas.
Link para íntegra do documentário "Quebrando o Tabu":
https://www.youtube.com/watch?v=tKxk61ycAvs

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