Sexta-feira próxima o Democratas se reúne para decidir o que já parece, moralmente, decidido pela cúpula do partido: a expulsão do governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.
O "mensalão da direita", como está sendo chamado o escândalo que deu origem a uma das maiores manifestações políticas públicas dos últimos tempos, surpreendeu a todos que achavam que Arruda tinha aprendido com o caso da violação dos painéis de votação. Errar uma vez é humano, mas a segunda requer medidas rápidas e enérgicas.
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A verdade é que, diferentemente do "mensalão da esquerda", o esquema flagrado em Brasília foi duramente rechaçado pelo partido do próprio Arruda e não abafado como nos desvios que envolviam Dirceu e Cia. Até hoje existem políticos que negam a existência dos valeriodutos e que acham que Roberto Jefferson é louco, tudo bem a segunda até passa, mas a analogia com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad (sim eu digitei presidente do Irã no Google e colei o nome aqui), que nega o holocausto, parece obrigatória.
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Toda grande família possuí suas ovelhas negras, partidos políticos crescem muitas vezes de forma desordenada e acabam agregando peças que demonstram-se defeituosas a partir da passagem do tempo. Arruda era uma delas. A Família Gracie, conhecida no mundo todo pelas virtudes transmitidas pelo patriarca Hélio para seus descendentes, teve em Ryan sua ovelha negra mais célebre. Violento e drogadicto, Ryan acabou morto numa cela policial depois de um surto psicótico nas ruas do Rio de Janeiro. A imagem da família foi manchada? Talvez. Mas a opinião pública soube separar as estações e perceber que, apesar do preconceito com clãs de lutadores, a Família Gracie tinha uma reputação muito mais positiva que negativa frente à população, mesmo após o caso Ryan.
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Logicamente defendo aqui o Democratas, não por compactuar com os desvios do governo brasiliense, mas sim porque sei que no poder das novas idéias, abraçado pelo ideal liberal contido nas raízes deste partido, está um futuro mais promissor para o nosso país. Porque acredito que o inchaço da máquina pública dificulta sua fiscalização, possibilitando assim que casos como esse ocorram diariamente no Brasil apenas com graus diferenciados. Quanto mais transparente e eficaz for uma administração maior poderá ser a participação e o controle populares. A reforma política deve ser entendida como uma reforma nos próprios costumes do povo, que se vende por pouco e paga caro por eleger representantes de segunda, seja qual bandeira empunharem. Na atual conjuntura acho facílimo aparecerem novos Dirceus e Arrudas. O problema não está nos jogadores e sim no jogo.
2 comentários:
O partido do Bornhausen??
Sim, sim, renovação e juventude..
Aí me arrombas né Walter..
Perceba que o presidente de honra do partido, nosso conterrâneo, ainda atua nos bastidores, mas as atuais lideranças (Rodrigo Maia, ACM Neto, Raimundo Colombo, etc...) demonstram a nova cara do antigo PFL. Desprezar suas raízes é fugir da sua essência, portanto terás de concordar comigo quando digo que estão ocorrendo transformações no perfil dos políticos em todos os partidos e, depois do tapa de pelica das últimas eleições, principalmente na direita. A força das novas idéias vem da juventude política, que analisando o passado e o presente planejam um futuro melhor. Patriarcas sempre existirão, afinal eles foram os desbravadores, mas cometer os mesmos erros que eles cometeram no passado seria burrice. A política brasileira precisa de novas caras sim, mas novas idéias podem sair de cabeças antigas também, acredito que a junção de novos e antigos preceitos pode criar equilíbrio em planejamentos que visam atingir uma sociedade tão heterogênea, etariamente falando, como a nossa.
Tuas incursões são sempre bem-vindas meu caro amigo.
Abraços
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