Pasmem meus caros contemporâneos, presenciamos um evento muito, muito maior que um atentado terrorista em 11 de Setembro de 2001: nós vivemos a queda do Império Americano.
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Assim como os gregos, os romanos, os persas, os franceses, os americanos também tiveram sua vez de dar as cartas no mundo, só que desta vez a hegemonia não foi limada através de conflito armado, os Estados Unidos da América foram tragados por três fatores principais: economia inviável, queda de prestígio internacional e globalização. Sim, a globalização, literalmente, matou a maior economia do planeta aos poucos. A queda das Torres Gêmeas ficará marcada como um símbolo deste processo, mas a mudança ainda está em curso e essa transformação poderá levar décadas, tempo este que será abreviado numa possível síntese futura dos tempos que vivemos, assim como outros eventos históricos foram.
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Quando o mundo se interligou outros mercados apareceram e se interligaram entre si sem precisar do intermédio americano, China, Brasil, Índia, Rússia e África do Sul tiveram bastante "culpa" no processo de queda dos americanos, mas quem desferiu os golpes mais duros foram os chineses. A famosa pujança econômica americana criou uma armadilha contra si próprios através de uma dívida interna bastante complicada de resolver. Das duas uma, ou os Estados Unidos fazem uma revisão nos seu modelo de vida (o american way) ou terão de solicitar ajuda externa, ambas as situações serão fatais para a derrocada do império que perdura aproximadamente um século.
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A China se tornará a maior potência econômica, mas dificilmente será um potência cultural como foram os americanos, franceses e romanos. Primeiro pelos tempos que vivemos nos quais as culturas parecem estar mais solidificadas, segundo pela própria forma como os chineses são vistos no mundo devido a sua política externa e sua forma de lidar com a mão de obra internamente. Creio num panorama futuro difuso, com poder descentralizado e baseado em uniões, das mais diversas e impensáveis, como forma de ganhar barganha no comércio e na política internacional.
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Estaríamos entrando na era das "fusões nacionais"?
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