Rio de Janeiro, Brasil, 1904
"Tiros, gritaria, engarrafamento de trânsito, comércio fechado, transporte público assaltado e queimado, lampiões quebrados às pedradas, destruição de fachadas dos edifícios públicos e privados, árvores derrubadas: o povo do Rio de Janeiro se revolta contra o projeto de vacinação obrigatório proposto pelo sanitarista Oswaldo Cruz" (Gazeta de Notícias, 14 de novembro de 1904).
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Santa Catarina, Brasil, 2012
"Quem passou pelo centro de Blumenau, em Santa Catarina, na manhã desta quinta-feira, pôde perceber uma diferença em alguns monumentos da cidade: máscaras descartáveis e cartazes com a inscrição '#VacinaParaTodos' foram colocados em oito estátuas. O objetivo do ato é chamar a atenção das autoridades para que a cidade receba novos lotes da vacina contra o vírus da gripe Influenza A (H1N1)." (Site Terra, 14 de Junho de 2012).
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Noventa e oito anos depois muito mudou na percepção da população em relação aos cuidados com a saúde. O que em 1904 se tratava de um atentado aos direitos constituidos do cidadão, um "estupro", motivo da Revolta da Vacina que gerou um enorme caos na ruas bucólicas da então capital federal, hoje é entendido como uma falta de atenção das autoridades. A população clama por vacinas, como se a injeção, e tão somente, resolvesse o problema.
É inegável que as estruturas sanitárias em boa parte do país melhoraram bastante, e mesmo que ainda longe do ideal, proporcionam a população uma exposição bem menor as doenças que eram facilmente percebidas na primeira década do século passado.
Entende-se também que neste período a população passou a compreender um pouco melhor o conceito de prevenção, muito mais ligado a atitudes que a tratamentos medicamentosos de qualquer sorte. Na verdade as políticas de prevenção para grandes populações focam estas duas ações em conjunto, pois sem higiene e atitudes preventivas individuais a população dificilmente ficará imune mesmo com alta distribuição de vacinas.
As revoltas percebidas em relação a este assunto são atemporais, a transformação foi certamente benéfica, mas ainda estamos longe de possuir uma população com formação miníma em prevenção em saúde.
É inegável que as estruturas sanitárias em boa parte do país melhoraram bastante, e mesmo que ainda longe do ideal, proporcionam a população uma exposição bem menor as doenças que eram facilmente percebidas na primeira década do século passado.
Entende-se também que neste período a população passou a compreender um pouco melhor o conceito de prevenção, muito mais ligado a atitudes que a tratamentos medicamentosos de qualquer sorte. Na verdade as políticas de prevenção para grandes populações focam estas duas ações em conjunto, pois sem higiene e atitudes preventivas individuais a população dificilmente ficará imune mesmo com alta distribuição de vacinas.
As revoltas percebidas em relação a este assunto são atemporais, a transformação foi certamente benéfica, mas ainda estamos longe de possuir uma população com formação miníma em prevenção em saúde.
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