terça-feira, 12 de junho de 2012

Hospital Florianópolis



"E a Vida Segue
Até quando o Hospital Florianópolis continuará em obras? Já se passaram quatro anos e várias datas de reinauguração foram transferidas. "
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Resposta encaminhada para o colunista do Notícias do Dia, Paulo Alceu, após a publicação nesta terça-feira, 12/06/2012, da nota acima:

Caro Paulo Alceu,

Como atual Chefe de Gabinete da Secretaria de Estado da Saúde e encarregado em articular as ações necessárias para a conclusão das obras de reforma do Hospital Florianópolis, em resposta a inquietação publicada na sua coluna nesta terça-feira, sinto-me no dever de trazer algumas informações que julgo importantes para vossa ciência, e de seus leitores, acerca do histórico e do atual panorama de andamento desta importante obra.

Primeiramente é necessário informar que as obras neste hospital iniciaram em 2009 com objetivo de reforma, inicialmente, apenas da Emergência Geral e do Serviço de Nutrição de Dietética do hospital. Tais empreitadas visavam adequação destas duas importantes áreas as normas vigentes da ANVISA e também modernização de layout e tecnologia. Ambas foram finalizadas no ano de 2010 e atualmente estão inativas aguardando a finalização da segunda etapa das obras daquele hospital.

A segunda etapa das obras, planejada para execução com a primeira etapa em andamento, que teve início em 2010, consiste na reforma completa do segundo e terceiros andares da instituição, pavimentos que abrigam as alas de internação (incluindo UTI), centro cirúrgico e centro de material esterilizado do hospital. Também inclusa nesta segunda etapa está a construção de um pavimento técnico – quarto andar - e ampliação da capacidade da Central de Utilidades (gases, vácuo, oxigênio, etc...) preparando o hospital para uma possível ampliação futura com ganho de leitos e oferta de novos serviços. Esta etapa necessitou de diversas alterações nos projetos de execução (hidráulica, elétrica, climatização e ANVISA), muito devido a precariedade encontrada nestes itens naquela estrutura já bastante desgastada pelo tempo e pela falta de manutenção periódica. Atualmente, com todos os projetos aprovados nos órgãos cabíveis, estamos trabalhando com previsão de entrega para o último trimestre do presente exercício e os esforços estão concentrados nos acabamentos do segundo andar, preparação para instalação de equipamentos no terceiro andar e finalização da colocação de pastilhas na fachada do hospital.

Destaco como os maiores ganhos desta obra, além da modernização dos ambientes, equipamentos, layouts e adequação total as normas da ANVISA, os cinco leitos de UTI a mais à disposição da população e também a instalação do sistema de estativas (braços robotizados de apoio aos procedimentos médicos) na UTI, centro cirúrgico e recuperação pós-anestésica, sendo o Hospital Florianópolis o primeiro da rede hospitalar estadual a contar com esta tecnologia.

Alguns fatores foram decisivos para o alargamento dos prazos de conclusão estimados até agora, destaco, com muita propriedade por acompanhar pessoalmente os processos que cercam essa empreitada, a enorme burocracia que enfrentamos para a conclusão de uma obra deste quilate. É chover no molhado reforçar que uma obra hospitalar é muito mais complexa que a construção de edifício residencial, um shopping ou uma ponte, pois envolve uma gama de instalações somente percebidas nestas estruturas. Além disso, e especificamente no caso do Florianópolis, foi necessário adequar um hospital da década de 50 ao atual padrão de estrutura física recomendada pela ANVISA, um desafio e tanto. As dificuldades já elencadas recebem reforço a partir dos obstáculos legais já conhecidos, como processos licitatórios impugnados ou seguidos de recursos, por exemplo, que atrasam a aquisição de equipamentos gerando, por consequência, o impedimento da abertura de novas frentes de trabalho que necessitam da instalação destes para sua continuidade.

Visando dar transparência ao andamento das obras, o Secretário Dalmo de Oliveira, instituiu uma comissão formada por técnicos da Secretaria de Estado da Saúde e membros da comunidade do Estreito que mensalmente visitam as obras do hospital. Nestas visitas são repassadas as informações necessárias para que estes representantes possam, tendo ciência sobre tudo que envolve uma obra hospitalar, acompanhar de forma integral os trabalhos e entender o porquê da velocidade impressa na conclusão desta reforma hospitalar.

O que sempre reforçamos é o pedido de paciência por parte da população, pois a perfeita conclusão da obra aqui discutida é vital para o bom funcionamento dos serviços e para a melhoria da qualidade da atenção à saúde da população que acessa aquela unidade hospitalar. Trata-se de uma grande responsabilidade entregar um aparelho tão importante para nossos pacientes, portanto nos preocupam sim os prazos extrapolados, mas nos preocupa muito mais disponibilizar um hospital funcional, moderno e preparado para os usuários do Sistema Único de Saúde.

Espero ter ajudado e me coloco à disposição para maiores esclarecimentos.

Att.,
Fernando Wisintainer Luz
Chefe de Gabinete
Secretaria de Estado da Saúde

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