quinta-feira, 28 de junho de 2012

Vamos virar o jogo

Se vencemos, a vitória é de todos, se fracassamos, apenas nós somos culpados. A vida pública é assim, por mais cruel que isso possa parecer, no julgamento popular você é menos humano, não pode errar e, caso o faça, será sumariamente condenado. Você pode e não fez, teve a chance e não aproveitou. Não há tempo para planejar, o resultado é agora, o imediatismo, parte da cultura brasileira, impede que criemos projetos duradouros e baseados em um pensamento mais profundo que o costumaz "farinha pouca, meu pirão primeiro...".
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Está difícil, as forças contrárias e as emoções negativas estão se proliferando. Precisando encontrar culpados, não se analisa histórico, se quer justiça, mesmo que meio enviesada. Talvez somos as pessoas erradas no local certo, talvez vice-versa. Não há como negar a enorme influência dos que detem a voz de grande amplitude, já disse e repito: o quarto poder não é eleito, mas que nos governar. Talvez a população queira assim, quem sabe é mais cômodo deixar que outros pensem por nós, "para que triturar dados se posso ter a informação mastigada?".
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O mais fácil seria abandonar, sair sem olhar para trás e se iludir pensando que não merecem nosso empenho e o nosso trabalho. Talvez, mas o mais fácil nunca nos motivou, vamos em frente, mais fortes e prontos para virar o jogo.    

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